Eu quero morrer sem temer o outro lado. Eu quero morrer na leveza do orvalho. Com o peito cheio do ar que me manteve viva. Sem pudor nem maldade, sem dor nem alegria. Apenas com a fé que me fez viva.
Eu quero morrer no embalo de um acorde. Na sutileza do fim, irei lavar o passado, sem a onipresença do agora irei deixar o futuro e como a força de uma aurora atingirei o estribilho.
Eu quero morrer iluminada pelo brilho da abóbada celeste sob o olhar de um observador. Com a certeza de uma duração sem fim, com o gozo da libertação terrestre. Na transfiguração da matéria não mais minha, mas da natureza, vou me tornar o todo. O todo não estará mais em mim, mas eu estarei no todo.
Eu quero morrer no silêncio da noite
Eu quero morrer no silêncio de Deus
Eu quero morrer no meu silêncio
Quero morrer na infinitude e nas mãos criador.
Olá Karoline,
Se possível me adicione no MSN: tatikielber@hotmail.com.
Quero te apresentar um projeto!
Abraços!